14 de dezembro de 2011
Nuvens
As nuvens inspiram-me. Não passo sem elas. O H. diz sempre que as fotos que marcam as pessoas são aquelas em que se vê tudo ao pormenor, mas eu teimosa como sou, gosto de coisas amplas, de paisagens, com nuvens assustadoras. Não resisto a olhar pela janela de vez em quando para ver passar uma efémera nuvem e lá vou eu, escrever no meu diário que aquela já eu vi. Estamos na estação delas e tenho passado os meus dias observando-as, que passam singelas e com tanto para dizer. Procuro rostos, animais, qualquer coisa que me diga que elas podem ser aquilo que querem e imagino que se riem de mim, porque sou um simples ser humano que não muda de forma ou de rosto. Às vezes sonho com elas, sempre poderosas, em tons de cinza e azul, carregadas de tempestade a apontarem para mim e a rir. "AHAHAHAHA eu sou uma cumulonimbus!" E descarregam um raio na minha direcção para me fazerem correr. Depois quando já estou cansada, despejam a chuva gelada em cima de mim... e sussurram baixinho: "vai-te lá embora, isto é para aprenderes a não andares sempre a cobiçar as nuvens. Foi Zeus que nos mandou!! Ele não gostam que nos cobicem... ". Eu gostava muito que Zeus compreende-se a minha paixão por elas e que as dividi-se comigo, mas com sonhos destes, eu creio que ele me diz que isso não pode acontecer...
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