
Gostava de sair da aldeia para ir a qualquer lugar. Apanhava o autocarro para a cidade e achava que todas aquelas pessoas que iam naquela viagem íam passear e fazer umas compras. A mãe levava-a pela mão para não a perder enquanto procurava os produtos que a terra não produzia. O cheiro era característico de todos os produtos hortícolas comercializados. A cidade era grande e movimentada. Tinha pastéis de nata e colares feitos de pinhões torrados. Ás vezes a mãe comprava-lhe um. Passeava pela rua das montras antes de ingressar no autocarro de volta, naquela garagem cheia de fumo e de pessoas com grandes trouxas de couves e outros produtos para plantar na horta. Era bom regressar a casa depois daquele dia. Era tão bom deixar aquela aldeia. Um dia conseguiu.
foto: A praça da fruta nas Caldas da Rainha
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