
Hoje.
Hoje salvei uma gaivota.
Andava a caminhar com o H aqui pela praia, e vi uma gaivota de pernas para o ar.
Fomos ter com ela, estava encharcada em água e completamente atordoada. Como a noite parecia que ía cair num temporal, enrolei-a numa toalha e trouxe-a para casa.
O inevitável parecia que ía acontecer.
De cabeça baixa, sem forças, a deitar água pela boca, a tremer, a gaivota parecia sucumbir aos seus males.
Coloquei-a numa caixa de papelão, com um nova toalha seca e telefonámos para o Parque Biológico de Gaia, a voz do outro lado respondeu, com certeza tragam-na cá.
Assim foi, assim a deixámos. O meu coração apertadinho abriu a caixa para o último adeus e ela para não me preocupar levantou a cabeça cheia de força e lançou-me um último olhar, disse-me obrigada.
Parti feliz.
Há animais e há pessoas... não sei se compreendem o que quero dizer.
Baptizei-a de Fernão Capelo Gaivota, porque sim, porque adoro o livro, porque adoro gaivotas, porque gostava de voar...
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